14/05/2004 08:36
VIVAAAAAAA!!!!!! CHEGOU SEXTA FEIRAAAAA!!!
Geeeente que delícia! Chegou o fim de semana,
fervão começa hoje lá na tua casa né Junior!!!
A Barbara que rebole ae que eu quero tudo
bunitinho pra ferve bastante, vamos chegar
trincando no Pharolzão tocar um horror arregado!
Só quero ver amanha pra trabalhar, mas esse é o
de menos....
E se você está com problemas com seu PC, está
travando, lendo pra kct, enfim, deu pau geral?????
Chama o Pruchniak!!!!! Falando sério galera esse
ae é o tecnico que trabalha comigo, o cara é muito
esperto!
Mas voltando ao assunto das festas, vai ser
muito punk, e amanhã vai ser mais ou menos
assim:
Um dia de ressaca...
Acordo. Ou melhor, sou retirado de um turbilhão
confuso de pensamentos e lembranças que precisariam
de mais umas quatro horas para que fossem chamados
de sono, pelo blá blá blá longínquo de um locutor
de rádio que saía do rádio-relógio mal sintonizado.
Entre isto e acordar há um abismo de diferença.
Sento na cama. Imediatamente o quarto dá uma volta
completa em torno do que restou do meu fígado e eu
lembro que estou de ressaca. O giro do quarto somado
à sensação de que estou vestindo uma meia de algodão
na língua estimulam o meu primeiro pensamento lúcido
do dia, e talvez um dos únicos: puta-que-pariu!
Depois de deitar e levantar umas 10 vezes, em uma
dúvida cruel entre pedir demissão para dormir mais
um pouco e chegar até o chuveiro para salvar o meu
emprego, decido manter-me no mercado de trabalho e
vou cambaleando até o banheiro.
Faço uma parada no corredor e tomo 750 ml de água
no bico da garrafa. Os 250ml restantes escorrem
pelos cantos da boca molhando a minha camiseta
"Lula presidente 89". Chego até o espelho do
banheiro, vejo meu reflexo com um misto de pena e
uma expressão do tipo
depois-eu-converso-com-você-mocinho.
Dou aquela checada no pânceps - aquele músculo
logo abaixo do abdômen, mas nem me dou o trabalho
de encolhê-lo.
Preguiçosamente começo a escovar os dentes.
A secura da desidratação alcoólica molhada pela
água há pouco ingerida formaram uma gosma espessa
de cuspe que em contato com a pasta de dentes
começa a produzir uma quantidade inominável de
espuma na minha boca. Depois de quase engasgar,
entro no chuveiro determinado a tomar um banho
gelado. Mas ainda não foi desta vez.
Eu tenho alguns pensamentos recorrentes quando
estou de ressaca, como a obrigação auto-impingida
de tomar um banho frio, parar de fumar pelas
próximas três semanas, e outras mais comuns.
É claro que, como toda promessa de ressaca,
no dia seguinte você está fazendo tudo de novo.
Mas uma coisa que eu nunca consegui foi tomar
banho gelado para curar bebedeira.
Claro que não estou contando aquele banho de
roupa que sua mãe (ou avó, ou tia, ou namorada,
ou irmão) te deu quando você tomou o primeiro fogo.
Ah! O primeiro porre! Este passaporte de entrada
para um universo que começa em euforia, termina
em arrependimento e tem uma complicada
contabilidade de horas de sono no meio. Este
universo com o qual você vai conviver durante
toda a sua vida adulta, só saindo dele através
de um SIM proferido em uma igreja, templo, mesquita,
ou qualquer que seja o foro apropriado da sua
religião. E olhe lá! Este universo que você só
vai perceber quando for tarde demais, consome
todo aquele dinheiro do plano de previdência
privada que você nunca fez, apesar das constantes
investidas da sua gerente do banco.
O universo do macho solteiro.
Quando volto a mim, ainda estou debaixo do chuveiro
com os olhos fixos em nada, divagando sobre estas
e mais uma porção de outras bobagens. Recomeço a
função mecânica matinal, um tanto prejudicada por
um conflito inequívoco de hardware. Ao lavar os
olhos, só consigo deixá-los mais vermelhos, já
que com tão poucas horas de sono o corpo nem deu
tempo de produzir remela suficiente. Em compensação
o nariz trabalha incessantemente produzindo cacas
enormes, escuras e malcheirosas que dão um prazer
imenso de tirar, produzir bolinhas, e dispô-las
com um peteleco.
Não me recrimine, o banheiro serve para essas
coisas. Feio é fazer no trânsito...
No meio do banho, eu olho para ele. Ele quem?
Ele, oras. O companheiro que neste momento está
encolhido, ensopado, sujo e mal-humorado
(sim, ele tem humor!).
E aí você começa a lembrar da noite anterior.
E aí começam os seus problemas. A coreografia
de "Ganso do Sargentelli" que você fez para as
amigas da sua prima.
Aquela hora que você acreditou piamente que
era o cara mais bonito do lugar e ficou trocando
olhares com todas as mulheres, você de sedução,
elas, de desprezo ou piedade. Aquele beijo que
você tentou arrancar a força da garota mais feia
do lugar, e não conseguiu. E finalmente,aquele
momento em que você se tornou milionário, pediu
uma garrafa de Taittinger para brincar de pódio
de Fórmula 1 (cantando ta,ta,tã!) e encerrou a
noite deixando o restante do seu salário em um
prostíbulo de luxo, não sem antes tentar sexo
gratuito com todas as "amigas" da casa (afinal
de contas você ainda era o cara mais tesudo da
cidade).
Daí para frente, só o que você vai sentir ao
longo do dia são pequenas dores, morais e físicas,
causadas pela noite anterior. A taquicardia
provocada pela quantidade paquidérmica de
energéticos que você ingeriu, o telefonema da
sua gerente do banco dizendo que só aumenta, o
seu já estourado limite se você fizer o tal do
plano de previdência, uma vontadeincrível de ir
ao banheiro para um número 2 que você segura
porque não há bidê no escritório e você também
não quer interditar o toalete, e o maço de
cigarros todo úmido e amassado que você insiste
em manter no bolso mesmo que jure para si mesmo
que vai parar de fumar até que, depois de fingir
que trabalhava o dia inteiro, chega o final do
expediente, toca o telefone e você ouve aquela
voz familiar:
- Faaaaaala, seu viaaaaaaaaaadddddddooooo! Onde
é a cachaçada hoje???!?
Pronto!!!! Começa tudo de novo....
enviada por Bolachinha
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